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Teologia Musical • Artigo 1

Soli Deo Gloria, Reforma e o propósito da música na igreja

A Reforma Protestante não foi apenas um marco teológico, mas também uma revolução musical que resgatou o propósito da música na igreja: a glória somente a Deus (Soli Deo Gloria).

Martinho Lutero e os reformadores devolveram o cântico à congregação, com hinos em língua vernácula e melodias que serviam à Palavra, focados na obra redentora de Cristo. A música tornou-se uma poderosa ferramenta de ensino e proclamação do Evangelho, conforme nos instrui a Palavra:

“Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração.” (Colossenses 3:16)

Hoje, porém, vemos uma onda de canções que, sutilmente ou não, desviam o foco de Deus para o homem. É o chamado “antropocentrismo”, onde o “eu”, minhas necessidades e sentimentos se tornam o centro da adoração. Essa inversão contradiz a essência do Evangelho, que nos chama ao arrependimento e à rendição, como disse João Batista:

“É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30)

Será que nossas canções refletem o “Soli Deo Gloria” dos reformadores ou um “gloria homini” (glória ao homem) disfarçado? A música não mente. Ela revela a quem, de fato, estamos adorando.

Vamos juntos resgatar a teologia na música.